1941 –

Biografia

Fixou residência no Rio de Janeiro a partir de 1954, tendo vivido em São Paulo de 1943 a 1954. A partir de 1964, passou a se dedicar ao desenho e à pintura sob a orientação de Iberê Camargo. Foi ativo participante da vanguarda dos anos 1960 e 1970. Em 1967, foi um dos organizadores da mostra Nova Objetividade Brasileira, que procurou fazer um balanço da vanguarda brasileira. Atuou ainda como cenógrafo e figurinista de peças teatrais. Nesse período, produziu pinturas figurativas, que revelam afinidades com o expressionismo e a arte pop. Durante a década de 1970, utilizou a fotografia e filmes Super-8 para estabelecer reflexões sobre a realidade. O carnaval passa a ser também objeto de sua pesquisa, através de fotos de uma contemporaneidade que se mostra sintonizada com várias pesquisas que seriam feitas no campo fotográfico décadas mais tarde. Atuou ainda em colaboração com arquitetos, realizando painéis para diversos edifícios, empregando materiais e técnicas do artesanato popular. Em 1972, publicou o caderno de desenhos Texto em Branco, pela editora Nova Fronteira. Durante os anos 1980, voltou à pintura, produzindo quadros abstratos geométricos, nos quais explora, principalmente, tramas de losangos que determinam campos cromáticos. Desde o fim dos anos 1980, emprega pigmentos naturais e minérios, com os quais produz a base para trabalhos em superfícies diversas. Em 1997, realizou a série Monotipias do Pantanal, na qual explora o contato direto com o meio natural, transferindo para a tela texturas de pedras ou folhas, entre outros procedimentos. Participou de diversas bienais de São Paulo.

Vergara
Vergara
Sem título - serigrafia - tiragem 84/150 - medindo 100x70cm.- assinado no canto inferior direito.(Obra originada do óleo Rep. no livro Eco Art, pág.81).